Sequências de imagens do Brasil, obtidas de câmera digital:

IMAGENS DE 22/04/2001:   

PORTO ALEGRE-RS: 

Domingo no Brique da Redenção - festa e democracia:

a)  Divulgação da Semana do Teatro de Bonecos:  12345678910111213

b)  Paisagens da Rua do Brique (José Bonifácio) e do Parque da Redenção:  12345678910111213 141516

c)  Colégio Militar de Porto Alegre:  1234567

Pôr-do-sol sobre o Rio Guaíba, no final da tarde:  123456789

ESTEIO-RS: 

Imagens recentes da cidade

 =>   Outras informações sobre Esteio-RS:  veja no site do NUTEP/UFRGS

 

IMAGENS DE 21/04/2001:   

BOM PRINCÍPIO-RS: 

Nos últimos 20 anos,  o Rio Grande do Sul passou por intensa transformação em relação à composição dos seus municípios;  passou de 232, em 1982,  para 497, em 2001.  Em 1981-1982,  foram criados 12 novos, dentre os quais destacam-se Bom Princípio, Teutônia, Capão da Canoa, Charqueadas e Parobé. O sucesso do primeiro grupo de municípios estimulou outras áreas a buscarem tal caminho de progresso; em 1988, outros 89 se emanciparam; em 1992, mais 94; em 1996, outros 40; e, finalmente, em 2000, mais 30.

Em todos os casos, de modo geral rápidas mudanças sucederam: melhorias na área da educação, saúde, cultura e lazer, infraestura e na economia em geral; em suma, a autonomia garantiu maior liberdade para se desenvolverem e prosperarem.

Os sinais das mudanças são claramente visíveis nas sedes desses municípios, mas também nas suas diversas localidades, que receberam significativas melhorias, com o asfaltamento de estradas, implementação de fábricas, construção de creches, postos de saúde, escolas, restaurantes e outras instalações e serviços,  como pode ser visto nas imagens a seguir, relativas a Bom Princípio:

a) Localidade de Morro Tico-tico:  123

b) Nova Colúmbia:  1234567 

(nesta localidade, muitos jovens trabalham como hábeis pedreiros da construção civil, em empresas  locais e do Vale do Sinos, principalmente em Novo Hamburgo-RS); 

c) Localidade de Santa Terezinha:  12345678

d) Vila Scherer, onde nasceu e moram parentes do ilustre cardeal Dom Vicente Scherer (in memoriam):  1

e) Localidade de Santa Lúcia (final de tarde):  123 

 =>   Outras informações sobre Bom Princípio-RS:  veja no site do NUTEP/UFRGS

 

SÃO VENDELINO-RS: 

Esse pequeno município emancipou-se de Bom Princípio em 1988;  auto-denomina-se "Pequeno Paraíso". Disputa com Bom Princípio (seu "município-mãe") e Tupandi ("município-gêmeo") o título de mais alfabetizado do Brasil.  Situa-se no sopé da serra gaúcha, e constituía a última colônia alemã; a partir de 1875, imigrantes italianos começaram a colonizar áreas mais íngremes, morros acima, que atualmente constituem os municípios de Carlos Barbosa, Garibaldi, Bento Gonçalves, Farroupilha, Caxias do Sul e outros.  Os antepassados dos vendelinenses provieram principalmente da região alemã  de "Sankt Wendel";  falavam o dialeto franco-alemão, praticado ainda atualmente em muitas famílias das suas localidades, conhecidos por nomes como Vale Suíço, Linha Francesa e outros; falavam o alemão, mas de fato eram originários de áreas que hoje pertencem à Suíça, Holanda, da própria Alemanha principalmente,  e de outros países;  vieram colonizar esta área do arroio Forromeco pelos idos de 1855, subindo pela linha São Leopoldo-São José do Hortêncio-Bom Princípio.  Ainda existem casas originais, geralmente construídas em duas partes: uma cozinha e quartos de dormir; a separação era feita para evitar incêndios.  Perto da área central, ainda existe uma preciosidade: uma cervejaria, construída em 1866, que pertencia a Nicolaus Neis. Na época, na falta de geladeiras, a cerveja era fabricada em casas frescas e ventiladas, que eram meio-enterradas no chão. 

No município, ocorreu uma das histórias mais marcantes da época de colonização alemã, que foi o rapto e posterior fuga da família de Lamberto Versteg,  por índios caingangues, cuja história ficou conhecida pelo título "As vítimas do Bugre", ocorrida em 1868; o livro foi escrito em 1924 pelo cônego Matias José Gansweidt, a partir de depoimentos do próprio Lamberto, e conterrâneos seus. Em 1996, várias centenas de descendentes da família se reuniram na localidade de Desvio Blauth, em Carlos Barbosa-RS,  e depois na sede em São Vendelino, vindos de vários Estados do Brasil, bem como de outros países próximos, para onde migraram. O maior número de descendentes de Lamberto Versteg estaria vivendo em Arabutã, no Estado de Santa Catarina.

No capítulo IV do livro, o autor relata que "cada vez mais se povoa o vale do Forromeco. Choças e casas, rodeadas de viçosos plantios, surgem em todos os quadrantes e recantos. Os produtos da terra sobem em número e qualidade, para o maior gáudio geral. O comércio avulta. Sinal evidente de que os colonos levam de vencida a natureza; já podem encarar confiantes o futuro. Em 1864, constróem nestas paragens a primeira capela, de madeira. Dedicada a São Vendelino, santo que os colonos cultuam aqui, como na antiga pátria. Serve para os ofícios divinos e de aula para os coloninhos...".

Em janeiro de 1868, Lamberto empreendeu uma rápida viagem para São Sebastião do Caí, para visitar um amigo e participar dos festejos ("Kerb") na Capela de São Luiz, em Bela Vista, do atual município de Bom Princípio-RS.  Nesse ínterim, sua mulher e seus dois filhos foram raptados por indígenas, que acampavam no sopé do Morro Canastra (a partir do qual se avista a região de São Vendelino, e bem ao longe a própria região de Porto Alegre).  Em socorro, os colonos bateram os sinos da capela naquela madrugada, e reuniram 26 homens para irem ao encalço dos indígenas, que se dirigiram na direção do Campo dos Bugres (atual cidade de Caxias do Sul); a expedição foi até lá, onde não os encontraram; os indígenas teriam ido mais adiante, até a região do atual município de São Marcos; vários anos mais tarde, já tendo completado 18 anos, o filho Jacó conseguiu fugir das matas para uma fazenda no interior de São Marcos.  Da mulher Valfrida e da filha Lucila não se teve mais notícias.

A seguir, mostram-se imagens do "pequeno paraíso": 

a) sede:  123456789101112131415 

b) efeitos de erosão causada por forte chuva na noite do Natal de 2000:  1234

c) antiga "cervejaria":  123

d) casa com mais de 140 anos:  1234

 =>   Outras informações sobre São Vendelino-RS:  veja no site do NUTEP/UFRGS

 

  PORTO ALEGRE-RS: 

Aldo Locatelli foi um pintor que deixou extraordinárias marcas por igrejas e outros espaços públicos do Rio Grande do Sul. Veio ao Estado em 1948,  a convite do bispo de Pelotas, Dom Záttera, para pintar a Catedral São Francisco de Paula; a sua indicação fora feita pelo núncio apostólico de Paris, que mais tarde se tornaria o papa João XXIII.  A partir do afresco "A primeira missa", que causara grande repercussão, recebeu convites para realizar várias outras pinturas, em paredes e painéis, nas cidades de Porto Alegre, Santa Maria, Caxias do Sul e outras (inclusive no Estado de São Paulo).  Rapidamente se afeiçoou ao Estado, que adotou e reproduziu em expressivos e marcantes trabalhos. Logo trouxe sua esposa, teve filhos, e tornou-se professor do Instituto de Artes da UFRGS.

Aldo Locatelli nascera em Bérgamo, na Itália, em 1915, numa família humilde; na infância,  ficara impressionado com a restauração da igreja de sua terra natal. Em 1931, iniciou um curso de decoração, onde teve contato com obras de Rafael, Botticelli, Miguelangelo e outros grandes pintores. Entre 1943 e 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, trabalhou em sua primeira obra. Quando recebeu o convite do bispo de Pelotas, estava pintando a catedral de Gênova.

Nos 14 anos de vivência no Estado do RS, pintou painéis com motivos religiosos e do povo gaúcho, retratando a história, mas também focando o futuro.  A via-sacra da Igreja de São Pelegrino, em Caxias do Sul, que levou 10 anos para ser concluída, é considerada ser sua obra-prima. A sua última obra foi a pintura do quadro Sagrado Coração de Jesus, que ficou inacabada, porque veio a falecer em 03/09/1962, aos 47 anos, provavelmente vítima da constante inalação de cheiros de produtos químicos, usados nas tintas utilizadas.

A seguir, apresentamos algumas pinturas do autor; outras serão fotografadas posteriormente (as da Igreja de São Pelegrino serão refeitas, com novos recursos).

Igreja de São Pelegrino, Caxias do Sul:  12,  345,  6,  78

Palácio Piratini, Porto Alegre:  12,  345,  6,  78,  91011

Reitoria da Universidade Federal do RGS:  1

Catedral de Santa Maria: 12,  345,  6,  7,  8

 (Fonte das informações sobre Aldo Locatelli: Magda Achutti, "Rio Grande do Sul: um século de história", vol. 2)

 

IMAGENS DE 19/04/2001:   

  PORTO ALEGRE-RS: 

A Prefeitura de Viamão está expondo um conjunto de peças açorianas históricas, em sala do Memorial do Rio Grande do Sul, que ocupa o antigo prédio (reformado) dos Correios e Telégrafos, em frente à Praça da Alfândega, em Porto Alegre. A presença açoriana é muito intensa nas cidades históricas do RS, situadas ao longo da linha formada por Rio Grande-Viamão-Porto Alegre-Rio Pardo, bem como em todo o litoral do Estado, principalmente em São José do Norte, Mostardas e Santo Antônio da Patrulha. Na exposição, destacam-se móveis, objetos pessoais e roupas características: 1234

Estima-se que de 1750 a 1800, mais de 2.000 açorianos tenham migrado para o Rio Grande do Sul.  A migração foi mais intensa ao redor dos anos de 1750, após grande seca ter assolado o arquipélago, mais precisamente em 1746. Sensibilizado, o diplomata Alexandre de Gusmão providenciou para que fossem alocados no sul do Brasil, na época bastante despovoado (por que o litoral não possuía portos para os barcos atracarem). Após a assinatura do Tratado de Madri, em 1750, a Coroa Portuguesa decidiu que os casais de açorianos poderiam ocupar os Sete Povos das Missões, na região noroeste do atual Estado do Rio Grande do Sul.  Inicialmente, foram levados ao porto de Rio Grande, e depois ao Porto de Viamão (hoje Porto Alegre). Todavia, nesse meio-tempo, eclodiu a Guerra Guaranítica (1751-1756), que adiou sucessivamente o assentamento.  60 famílias ficaram acampadas em Porto Alegre, e outras seguiram adiante, para Triunfo, Santo Amaro e Rio Pardo. Não aceitando o Tratado de Madri, os espanhóis investiram contra Colônia do Sacramento (no atual Uruguai, em frente de Buenos Aires), e contra Rio Grande, na entrada da Lagoa dos Patos, que acabou caindo, num episódio que ficou sendo conhecido como a "Corrida de Rio Grande". Com a queda da cidade-fortaleza, em 1763, o governo da Província foi transferido para Viamão, onde ficou instalado até 1773, quando foi transferido para Porto Alegre.

Arquitetura do antigo prédio (reformado) dos Correios e Telégrafos (atual Memorial do RS):  12

Arquitetura do prédio do MARGS:   1234,  567

A lei estadual que determinou a criação do Museu de Arte do Rio Grande do Sul data de 1954; seu primeiro diretor foi Ado Malagoli e funcionava inicialmente no foyer do Teatro São Pedro. Atualmente, funciona no majestoso prédio de estilo neoclássico, que foi construído em 1913 por Rivadávia da Cunha Correa, ministro da Fazenda, para ser a sede da Delegacia Fiscal.  Junto com outros prédios ao lado, forma um dos conjuntos de maior valor arquitetônico do RS: o prédio neobarroco dos Correios e Telégrafos, da atual Secretaria da Fazenda do RS e da entrada do cais do porto. O prédio do MARGS possui mais de 4.000 metros quadrados, onde estão expostas mais de 2,5 peças de arte; sua arquitetura é de estilo alemão, em que as quatro torres estão encimadas por cúpulas que lembram capacetes dos prussianos.

Os prédios,  dos Correios e Telégrafos e do MARGS, foram projetados pelos arquitetos Rudolf Ahrons e Theo Wiederspahn, respectivamente. No início do século passado, os turistas chegavam pela alfândega do porto, que constituía a principal porta de entrada para a cidade. Por isso, o governo republicano e positivista da época (Carlos Barbosa e Borges de Medeiros) trataram de abrir uma avenida (atual Sepúlveda) do porto até o Palácio (esse projeto não foi concluído, provavelmente porque implicaria em derrubar prédios importantes na época); a alfândega do porto foi equipada com vitrais da França (vide imagens 1234), e a área da atual  Praça da Alfândega foi aterrada (em 1911),  e nos dois lados foram construídos os magníficos prédios dos Correios e Telégrafos, e do atual MARGS. Logo adiante, o visitante podia ver outros dois prédios vistosos: do Clube do Comércio e do que viria a ser, depois, o Cine Guarany (atual Banco Safra):  123

O entorno da Praça da Alfândega era considerada a "Broadway de Porto Alegre"; os investimentos na área continuaram, porque constituem o "coração pulsante da cidade". Na década de 60 (1967), foi iniciado um grandioso projeto, que foi a construção do maior edifício da cidade, até os dias atuais, denominado Santa Cruz, com 33 andares em meados da década de 70, outro prédio expressivo foi construído, para constituir o edifício-sede da Caixa Econômica Federal no RS, que tem numa das paredes externas belíssimas gravuras relativas ao modo de vida do gaúcho na década de 80, na esquina das ruas Andradas e Caldas Júnior, onde se situava antigamente o famoso "Grande Hotel", foi construído um grande Shopping Center, com outros prédios funcionais, inclusive um novo "Grande Hotel".

 

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